Saiba as diferenças entre a cenografia de cinema, TV e publicidade.
Dos grandes estúdios aos sets improvisados, a cenografia se reinventa para contar histórias de...
Fotógrafa transforma experiências pessoais e referências artísticas em narrativas visuais marcadas por sensibilidade, pesquisa e direção criativa.

O universo da fotografia entrou na vida de Dani Botèlho quase como quem não percebe que está se apaixonando. Ela estudou jornalismo, mergulhou no cinema, se encantou com a técnica e, aos poucos, descobriu que o que a atraía mesmo era criar cenas inteiras, utilizando luz, cores, direção, figurino e emoção. Na infância, sonhava em ser atriz, mas a vida mostrou outro caminho: hoje, sua câmera é o palco onde personagens e histórias ganham vida, sempre com uma boa dose de poesia visual.
O foco em fotografar mulheres não foi uma decisão planejada, e sim algo que aconteceu naturalmente. Dani foi guiada pelas próprias experiências em set, nas trocas intensas que viveu com cada uma delas. Essa sintonia a levou a colaborar com marcas que valorizam o feminino em sua estética e identidade. Antes mesmo de apertar o disparo, ela mergulha em pesquisa, narrativa e contexto, criando uma conexão tão forte que, segundo ela, fotografar de olhos fechados não seria tarefa impossível.
As referências de Dani são múltiplas e dão o tom único de seu trabalho. O cinema aparece em sua paixão pela Nouvelle Vague, com câmeras que respiravam junto dos personagens. Da moda, vem o fascínio pelos anos 90, quando a fotografia começou a flertar com o real, sem perder a sofisticação. Pintura clássica e artes contemporâneas também entram nesse caldeirão criativo, mostrando que, para ela, fotografar é dialogar com diferentes linguagens, sempre em busca de atmosfera, luz e narrativa.
Esse olhar se entrelaça com sua própria vivência como mulher. Dani sabe de perto o peso das inseguranças e expectativas que surgem diante da câmera, e por isso se preocupa em criar um espaço seguro de confiança e troca. Já se colocou no lugar das modelos através de autorretratos e descobriu nuances que só a experiência de estar “do outro lado” poderia revelar. Seja em retratos pessoais ou editoriais de moda, o que importa para ela é que a conexão seja verdadeira.
Apesar de valorizar a técnica, a fotógrafa acredita que nenhum equipamento substitui um bom bate-papo antes do ensaio. É dessa conversa inicial que nasce a confiança necessária para que a mulher se veja de uma nova forma. Minimalista por natureza, prefere imagens limpas e naturais, evitando excessos que desviem a atenção do que realmente importa: a história que cada olhar, gesto e expressão pode contar.
Ligada às transformações digitais e fã declarada de tecnologia, Dani Botèlho não teme as redes sociais e o ritmo acelerado do mercado. Mas mantém um carinho especial pela fotografia analógica, que ela define como uma espécie de máquina do tempo. Enquanto olha para o futuro, prepara um projeto documental para retratar comunidades femininas pelo mundo, celebrando a força, a criatividade e a diversidade que tantas vezes ficam invisíveis aos olhos do público.
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